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Sobre o livro:

A face de crítico e cronista literário de Lima Barreto em nova coletânea de seus textos.

Consagrado por seus romances e contos além de renomado autor de crônicas sobre o Rio de Janeiro e seu subúrbio, Lima Barreto ainda é pouco lembrado pela atividade que empreendeu como crítico e agitador literário. Os textos reunidos neste volume, com organização e apresentação de Beatriz Resende, vêm suprir essa lacuna.
Agregando uma nova seleção à coletânea clássica organizada por Francisco de Assis Barbosa com a colaboração de Antônio Houaiss e Manuel Cavalcanti Proença, o livro apresenta os ensaios publicados em jornais ou revistas, assim como em cartas, especialmente as dirigidas a escritores iniciantes.
Com prefácio de Lilia Moriz Schwarcz, este livro apresenta tanto o crítico contumaz quanto o leitor atento, casado com a literatura e comprometido com princípios estéticos e éticos.

 

Sobre o autor:

Afonso Henriques de Lima Barreto nasceu no Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1881, filho do tipógrafo João Hen riques e da professora Amália Augusta, ambos mulatos. Seu padrinho era o Visconde de Ouro Preto, senador do Império. A mãe, escrava liberta, morreu precocemente, quando o filho tinha seis anos. A abolição da escravatura ocorreu em 1888, no dia de seu aniversário de sete anos, mas as marcas desse período, o preconceito racial e a difícil inserção de negros e mulatos na sociedade brasileira nunca deixaram de ocupar o centro de sua obra literária.
Em 1900, o escritor deu início aos registros do Diário íntimo, com impressões sobre a cidade e a vida urbana do Rio de Janeiro. Lima Barreto começa sua colaboração mais regular na imprensa em 1905, quando escreve reportagens, publicadas no Correio da Manhã, sobre a demolição do Morro do Castelo, no centro do Rio, consideradas um dos marcos inaugurais do jornalismo literário brasileiro. Na mesma época, começa a escrever a primeira versão de Clara dos Anjos, livro que seria publicado apenas postumamente, e elabora os prefácios de dois romances: Recordações do escrivão Isaías Caminha e Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá, livros que terminaria de redigir quase que simultaneamente, ainda que este último tenha sido publicado apenas em 1919.
Recordações do escrivão Isaías Caminha sai em folhetim na revista Floreal, em 1907, e em livro em 1909. No romance, o jornal Correio da Manhã e seu diretor de redação são retratados de maneira impiedosa, e Lima Barreto tem então seu nome proscrito na grande imprensa carioca. O escritor passa a trabalhar e publicar crônicas, contos e peças satíricas em veículos como o Diabo, Revista da Época, Fon-Fon, Careta, Brás Cubas, O Malho e Correio da Noite. Colaborou também com o ABC, periódico de orientação marxista e revolucionária.
Em 1911, escreve e publica Triste fim de Policarpo Quaresma em folhetim do Jornal do Comércio. Publicou ainda Numa e a ninfa (1915), Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá (1919), Histórias e sonhos (1920). Postumamente saem Os bruzundangas e as crônicas de Bagatelas e Feiras e mafuás.
Morreu no Rio de Janeiro, no dia 1o. de novembro de 1922, aos 41 anos.

 

 

Detalhes da edição:

autor: Lima Barreto

editora: Penguin-Companhia

páginas: 360

comprimento: 20,00 cm

largura: 13,00

altura: 2,00 cm

peso: 0,350 kg

 

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